Dia da Terra

domingo, 22 de junho de 2008

Novo Buda


Menino buda' reaparece, dizem devotos.

Um adolescente nepalês conhecido como "menino Buda" reapareceu no domingo, segundo relatos de seus devotos.
O comitê que gerencia o local de meditação ocupado por Ram Bomjan, de 16 anos, divulgou um vídeo que aparentemente mostraria seus integrantes se encontrando com o menino perto de seu vilarejo, no sul do Nepal.
A meditação do adolescente e aparente jejum de dez meses atraiu a atenção do mundo todo antes de seu desaparecimento em março.
Muitos devotos foram até o vilarejo para ver o adolescente e deixar oferendas. Quando ele desapareceu, uma grande operação de busca foi estabelecida.

O presidente do comitê Om Namo Buddha Tapaswi Sewa Samiti (ONBTSS), Bed Bahadur Lama, disse a jornalistas que ele e seus colegas se encontraram com Bomjan a três quilômetros do seu lugar de meditação no bairro de Bara, no domingo.
Segundo Lama, o adolescente conversou com todos durante meia hora.
"Ele disse que vai reaparecer depois de seis anos. Ele pediu que monges rezassem no outro lugar onde Bomjan costumava meditar", disse.
"Eu fui embora, pois não havia paz lá...Diga a meus pais para não se preocuparem", teria dito Bomjan a Lama.
A notícia da suposta reunião é a primeira desde o desaparecimento do adolescente no dia 11 de março. Autoridades locais afirmam que não podem confirmar o encontro.
Os devotos e seguranças que cuidam de Bomjan iniciaram uma grande operação de busca na floresta de Ratnapuri e áreas vizinhas, mas até agora não conseguiram encontrar o adolescente.
Os devotos de Bomjan afirmam que ele é a reencarnação de Buda, que nasceu no Nepal há mais de 2,5 mil anos.
Segundo os devotos, o adolescente está meditando por dez meses, sem se alimentar ou beber água e é imune ao fogo e a mordidas de cobra. Estas alegações não passaram por uma verificação independente.
Cientistas não puderam examinar o adolescente, pois, segundo os devotos de Bomjan, isso iria perturbar sua meditação.

Fonte: BBC Brasil.


Buda

Buda (sânscrito-devanagari: बुद्ध, transliterado Buddha, que significa Desperto, Iluminado, que vem do radical "Budh", despertar) é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. "A verdadeira natureza dos fenômenos", aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento, o sofrimento.

Do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "Buda" denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual. Pode-se fazer uma analogia com a designação "Presidente da República" que refere-se não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 Budas que surgiram no passado, em épocas diferentes.

O Budismo reconhece três tipos de Buda, dentre os quais o termo Buda é normalmente reservado para o primeiro tipo, o Samyaksam-buddha (Pali: Samma-Sambuddha). A realização do Nirvana é exatamente a mesma, mas um Samyaksam-buddha expressa mais qualidades e capacidades que as outras duas.

Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Siddhartha Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando mudou seu nome para Buda, que quer dizer "iluminado"

Existe uma passagem nas escrituras [Anguttara Nikaya (II, 37)] - a qual é freqüentemente interpretada de maneira superficial - na qual o Buddha nega ser alguma forma de ser sobrenatural, mas esclarece:

"Brâmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto."

Com isso ele rejeitava qualquer possibilidade de ser tomado como um Deus, mas reafirmava a característica transcendente da sua vivência espiritual e do caminho de libertação que oferecia para os demais seres. Nesse sentido, o Buddha exerceu um papel importante de democratização da religião que, até então, estava sujeita ao arbítrio da casta dos brâmanes.

Para Siddhartha Gautama não há intermediário entre a humanidade e o divino; deuses distantes também estão sujeitos ao karma em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes que devem trilhar o caminho por si próprios.

Dentre as religiões mundiais, a maioria das quais proclama a existência de um Deus criador, o Budismo é considerado incomum por ser uma religião não-teísta. Para o Buda, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão correta, e por esse motivo ele rejeitou a noção de que se conquista a salvação implorando para uma deidade distante.

De acordo com o Buda Gautama, a felicidade Desperta do Nirvana que ele atingiu está ao alcance de todos os seres, porém na visão ortodoxa é necessário ter nascido como um ser humano. No Tipitaka - as escrituras budistas mais antigas - fala-se dos numerosos Budas do passado e suas vidas, bem como sobre o próximo Bodhissatva, que é chamado Maitreya.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente


O melro

O melro, eu conheci-o:

Era negro, vibrante, luzidio,

Madrugador, jovial;

Logo de manhã cedo

Começava a soltar, dentre o arvoredo,

Verdadeiras risadas de cristal.

E assim que o padre-cura abria a porta

Que dá para o passal,

Repicando umas finas ironias,

O melro; dentre a horta,

Dizia-lhe: "Bons dias!"

E o velho padre-cura

não gostava daquelas cortesias.

O cura era um velhote conservado,

Malicioso, alegre, prazenteiro;

Não tinha pombas brancas no telhado,

Nem rosas no canteiro:

Andava às lebres pelo monte, a pé,

Livre de reumatismos,

Graças a Deus, e graças a Noé.

O melro desprezava os exorcismos

Que o padre lhe dizia:

Cantava, assobiava alegremente;

Até que ultimamente

O velho disse um dia:


"Nada, já não tem jeito!, este ladrão

Dá cabo dos trigais!

Qual seria a razão

Por que Deus fez os melros e os pardais?!"

E o melro entretanto,

Honesto como um santo,

Mal vinha no oriente

A madrugada clara,

Já ele andava jovial, inquieto,

Comendo alegremente, honradamente,

Todos os parasitas da seara

Desde a formiga ao mais pequeno insecto.

E apesar disto, o rude proletário,

O bom trabalhador,

Nunca exigiu aumento de salário.

Que grande tolo o padre confessor!


Foi para a eira o trigo;

E, armando uns espantalhos,

Disse o abade consigo:

"Acabaram-se as penas e os trabalhos."

Mas logo de manhã, maldito espanto!

O abade, inda na cama,

Ouvindo do melro o costumado canto,

Ficou ardendo em chama;

Pega na caçadeira,

Levanta-se dum salto,

E vê o melro, a assobiar, na eira,

Em cima do seu velho chapéu alto!

Chegou a coisa a termo

Que o bom do padre-cura andava enfermo;

Não falava nem ria,

Minado por tão íntimo desgosto;

E o vermelho oleoso do seu rosto

Tornava-se amarelo dia a dia.

E foi tal a paixão, a desventura

(Muito embora o leitor não me acredite),

Que o bom do padre-cura

Perdera o apetite!

Andando no quintal, um certo dia,

Lendo em voz alta o Velho Testamento,

Enxergou por acaso (que alegria!,

Que ditoso momento!)

Um ninho com seis melros, escondido

Entre uma carvalheira.

E ao vê-los exclamou enfurecido:

"A mãe comeu o fruto proibido;

Esse fruto era minha sementeira:

Era o pão, e era o milho;

Transmitiu-se o pecado.

E, se a mãe não pagou, que pague o filho.

É doutrina da Igreja. Estou vingado!"



E, engaiolando os pobres passaritos,

Soltava exclamações:

"É uma praga. Malditos!

Dão me cabo de tudo esses ladrões!

Raios os partam! Andai lá que enfim"

E deixando a gaiola pendurada,

Continuou a ler o seu latim,

Fungando uma pitada.

Vinha tombando a noite silenciosa;

E caía por sobre a natureza

Uma serena paz religiosa,

Uma bela tristeza

Harmónica, viril, indefinida.

A luz crepuscular

Infiltra-nos na alma dorida

Um misticismo heróico e salutar.

As árvores, de luz inda douradas,

Sobre os montes longínquos, solitários,

Tinham tomado as formas rendilhadas

Das plantas dos herbários.

Recolhiam-se a casa os lavradores.

Dormiam virginais as coisas mansas:

Os rebanhos e as flores,

As aves e as crianças.

Ia subindo a escada o velho abade;

A sua negra, atlética figura,

Destacava na frouxa claridade,

Como uma nódoa escura.

E, introduzindo a chave no portal,

Murmurou entre dentes:

"Tal e qual tal e qual!

Guisados com arroz são excelentes."

Nasceu a Lua. As folhas dos arbustos

Tinham o brilho meigo, aveludado,

Do sorriso dos mártires, dos justos.

Um eflúvio dormente e perfumado

Embebedava as seivas luxuriantes.

Todas as forças vivas da matéria

Murmuravam diálogos gigantes

Pela amplidão etérea.

São precisos silêncios virginais,

Disposições simpáticas, nervosas,

Para ouvir falar estas falas silenciosas

Dos mundos vegetais.

As orvalhadas, frescas espessuras,

Pressentiam-se quase a germinar.

Desmaiavam-se as cândidas verduras

Nos magnetismos brancos do luar.


E nisto o melro foi direito ao ninho.

Para o agasalhar, andou buscando

Umas penugens doces como arminho,

Um feltrozito acetinado e brando.

Chegou lá, e viu tudo.

Partiu como uma frecha; e, louco e mudo,

Correu por todo o matagal; em vão!

Mas eis que solta de repente um grito

Indo encontrar os filhos na prisão.

"Quem vos meteu aqui?!" O mais velho,

Todo tremente, murmurou então:

"Foi aquele homem negro. Quando veio,

Chamei, chamei Andavas tu na horta

Ai que susto, que susto!, ele é tão feio!

Tive-lhe tanto medo! Abre esta porta

E esconde-nos debaixo da tua asa!

Olha, já vão florindo as açucenas;

Vamos a construir a nossa casa

Num bonito lugar

Ai! quem me dera, minha mãe, ter penas

Para voar, voar!"

E o melro alucinado

Clamou:

"Senhor! senhor!

É porventura crime ou é pecado

Que eu tenha muito amor

A estes inocentes?!

Ó natureza, ó Deus, como consentes

Que me roubem assim os meus filhinhos,

Os filhos que eu criei!

Quanta dor, quanto amor, quantos carinhos,

Quanta noite perdida

Nem eu sei...

E tudo, tudo em vão!

Filhos da minha vida

Filhos do coração!!!

Não bastaria a natureza inteira,

Não bastaria o Céu par voardes,

E prendem-vos assim desta maneira!

Covardes!

A luz, a luz, o movimento insano,

Eis o aguilhão, a fé que nos abrasa

Encarcerar a asa

É encarcerar o pensamento humano.

A culpa tive-a eu! Quase à noitinha

Parti, deixei-os sós

A culpa tive-a eu, a culpa é minha,

De mais ninguém! Que atroz!

E eu devia sabê-lo!

Eu tinha obrigação de adivinhar

Remorso eterno! eterno pesadelo!


Falta-me a luz e o ar! Oh, quem me dera

Ser abutre ou fera

Para partir o cárcere maldito!

E como a noite é límpida e formosa!

Nem um ai, nem um grito

Que noite triste!, oh, noite silenciosa!"

E a natureza fresca, omnipotente,

Sorria castamente

Com o sorriso alegre dos heróis.

Nas sebes orvalhadas,

Entre folhas luzentes como espadas,

Cantavam rouxinóis.

Os vegetais felizes

Mergulhavam as sôfregas raízes

A procurar na terra as seivas boas,

Com a avidez e as raivas tenebrosas

Das pequeninas feras vigorosas

Sugando à noite os peitos das leoas.

A lua triste, a Lua merencória,

Desdémona marmórea,

Rolava pelo azul da imensidade,

Imersa numa luz serena e fria,

Branca como a harmonia,

Pura como a verdade.

E entre a luz do luar e os sons das flores,

Na atonia cruel das grandes dores,

O melro solitário

Jazia inerte, exânime, sereno,

Bem como outrora o Nazareno

Na noite do calvário!

Segundo o seu costume habitual,

Logo de madrugada

O padre-cura foi para o quintal,

Levando a Bíblia e sobraçando a enxada.

Antes de dizer missa,

O velho abade inevitavelmente

Tratava da hortaliça

E rezava a Deus-Padre Omnipotente

Vários trechos latinos,

Salvando desta forma, juntamente,

As ervilhas, as almas e os pepinos.


E já de longe ia bradando:

"Olé!

Dormiram bem? Estimo

Eu lhes darei o mimo,

Canalha vil, grandíssima ralé!

Então vocês, seus almas do Diabo,

Julgam que isto que era só dar cabo

Da horta e do pomar,

E o bico alegre e estômago contente,

E o camelo do cura que se aguente,

Que engrole o seu latim e vá bugiar!

Grandes larápios! Era o que faltava

Vocês irem ao milho,

E a mim mandar-me à fava!

Pois muito bem, agora que vos pilho

Eu vos ensinarei, meus safardanas!

Vocês são mariolões, são ratazanas,

Têm bico, é certo, mas não têm tonsura

E, nas manhas, um melro nunca chega

Às manhas naturais de um padre-cura.

O melhor vinho que encontrar na adega

É para hoje, olé! Que bambochata!

Que petisqueira! Melros com chouriço!

E então a Fortunata

Que tem um dedo e jeito para isso!

Hei-de comer-vos todos um a um,

Lambendo os beiços, com tal gana enfim,

Que comendo-vos todos, mesmo assim

Eu fico ainda quase em jejum!

E depois de vos ter dentro da pança,

Depois de vos jantar,

Vocês verão como o velhote dança,

Como ele é melro e sabe assobiar!"

Mas nisto o padre-cura, titubeante,

Quase desfalecendo,

Atónito de horror, parou diante

Deste drama estupendo:

O melro, ao ver aproximar o abade,

Despertou da atonia,

Lançando-se furioso contra a grade

Do cárcere. Torcia,

Para os partir os ferros da prisão,

Crispando as unhas convulsivamente

Com a fúria dum leão.

Batalha inútil, desespero ardente!

Quebrou as garras, depenou as asas

E alucinado, exangue,

Os olhos como brasas,

Herói febril, a gotejar em sangue,

Partiu num voo arrebatado e louco,

Trazendo, dentro em pouco,

Preso do bico, um ramo de veneno.

E belo e grande e trágico e sereno,

Disse:

"Meus filhos, a existência é boa

Só quando é livre. A liberdade é a lei,

Prende-se a asa mas a alma voa

Ó filhos, voemos pelo azul! Comei!" -

E mais sublime do que Cristo, quando

Morreu na Cruz, maior do que Catão,

Matou os quatro filhos, trespassando

Quatro vezes o próprio coração!

Soltou, fitando o abade, uma pungente

Gargalhada de lágrima, de dor,

E partiu pelo espaço heroicamente,

Indo cair, já morto, de repente

Num carcavão com silveiras em flor.


E o velho abade, lívido d'espanto,

Exclamou afinal:

"Tudo o que existe é imaculado e é santo!

Há em toda a miséria o mesmo pranto

E em todo o coração há um grito igual.

Deus semeou d'almas o universo todo.

Tudo que o vive ri e canta e chora

Tudo foi feito com o mesmo lodo,

Purificado com a mesma aurora.

Ó mistério sagrado da existência,

Só hoje te adivinho,

Ao ver que a alma tem a mesma essência,

Pela dor, pelo amor, pela inocência,

Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!

Só hoje sei que em toda a criatura,

Desde a mais bela até à mais impura,

Ou numa pomba ou numa fera brava,

Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!



Ah, Deus é bem maior do que eu julgava"

E quedou silencioso. O velho mundo,

Das suas crenças antigas, num momento,

Viu-o sumir exausto, moribundo,

Nos abismos sem fundo

Do temeroso mar do Pensamento.

E chorou e chorou A Igreja, a Crença,

Rude montanha, pavorosa, escura,

Que enchia o globo com a sombra imensa

Dos seus setenta séculos d'altura;

O Himalaia de dogmas triunfantes,

Mais eternos que o bronze e que o granito,

Onde aos profetas Deus falava dantes,

Entre raios e nuvens trovejantes,

Lá dos confins sidérios do infinito;

Esse colosso enorme, em dois instantes

Viu-o tremer, fender-se e desabar

Numa ruína espantosa,

Só de tocar-lhe a asa vaporosa

Duma avezinha trémula, a expirar!


.................................................


E, arremessando a Bíblia, o velho abade

Murmurou:

"Há mais fé e há mais verdade,

Há mais Deus concerteza

Nos cardos secos dum rochedo nu

Que nessa Bíblia antiga Ó Natureza,

A única Bíblia verdadeira és tu!..."




domingo, 27 de abril de 2008

Lua Azul


Lua Azul


O que é Lua Azul?


Chama-se Lua Azul a segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano.
Ao contrário do que o nome sugere, a Lua Azul é associada a perigos e desvario, a desafios emocionais difíceis de viver que requerem humildade e despojamento a troca de sofrimentos dilacerantes. É considerada um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, onde acontecem profundas purificações emocionais.

Quando a Lua Cheia cai no dia primeiro de um mês de 31 dias, no dia 31 terá outra Lua Cheia, a Lua Azul.

A Lua Azul acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes num século. Isso se deve a que um mês terrestre tem em média 30,5 dias enquanto o mês lunar tem 29,5 dias.

Existe uma particularidade com a Lua Azul, é quando tem dois meses no mesmo ano com Lua Azul. Isto acontece se a primeira Lua Cheia cair no primeiro de janeiro, como fevereiro tem apenas 28 dias, as próximas duas luas cheias se repetem em março. Tal coincidência ocorre apenas quatro anos em cada século, (o próximo será só no distante 2018).
O folclorista canadense Philip Scock, após ter pesquisado indícios da origem da Lua Azul, afirma que a expressão é usada desde o século XVI para representar uma Lua cheia especial, perigosa, onde pode acontecer o desatino e a alucinação.

Nos calendários lunares, à lua cheia do décimo terceiro mês se lhe chama também de Lua Azul. Neste caso, da para entender o porque esta Lua Cheia pode ser especial, já que ao ser o último ciclo de lua do ano, deve ocorrer nele uma síntese do vivido durante todo o ano.
Ritual da Lua Azul por Mirella Faur
“Com o surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.
Na Mitologia Celta, esta Lua favorece o contato com o Reino Encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas – Aeval,Aine, Aynia, Bri, Creide, Mah e Sin – e empreendem-se viagens reais ou imaginárias para as “Sidhe”, as colinas encantadas, morada do “Little People”, o Povo Pequeno.
Para agradar as Fadas, os Celtas cultivavam perto de suas casas suas plantas preferidas – calêndulas, verbenas, violetas, prímulas, e tomilho – e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão, e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença. Para favorecer a “visão”, abrindo a percepção psíquica, usava-se Artemísia, em chá ou em infusões para banhos, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, saches de mil folhas e hipericão, invocações mágicas adequadas.
A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13 Lunação. Ela é “aquela que se torna a visão”, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Esta Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.
Para criar uma atmosfera adequada a uma celebração da Lua Azul, use velas e roupas azuis. Prepare água lunarizada expondo garrafas de vidro azul, cheias de água, aos raios lunares. Prepare “travesseiros dos sonhos” enchendo uma fronha de tecido azul com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia. Imante cristais e pedras azuis como o topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápiz-lazuli ou a sodalita. Usando músicas com sons da natureza, como pios de corujas, cantos de baleias ou uivos de lobos, permita que sua criatividade e intuição levem-no/a ao Reino das Fadas ou ao encontro das Deusas Lunares. Olhe fixamente para a Lua, eleve seus braços e “puxe” a luz da Lua para sua testa, seu coração e seu ventre.
Conecte-se, em seguida, à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação.
Permaneça, depois, em silêncio e ouça as mensagens e respostas ecoando em sua mente ou alegrando seu coração.”
No caso de considerarmos o ano zodiacal, a Lua Azul seria a Lua Cheia em Virgem com o Sol em Peixes, onde o Sol vive o amor na sua forma mais ampla e generosa enquanto a Lua distingue as emoções e tenta suas Ordens e Mandalas.

A Lua
Fernando Pessoa
(dizem os Ingleses) (14-11-1931)

A Lua (dizem os Ingleses)
É feita de queijo verde.
Por mais que pense mil vezes
Sempre uma idéia se perde.

E era essa, era, era essa,
Que haveria de salvar
Minha alma da dor da pressa
De... não sei se é desejar.

Sim, todos os meus desejos
São de estar sentir pensando...
A Lua(dizem os Ingleses)
É azul de quando em quando.

sábado, 19 de abril de 2008

Dia do Índio


"O que ocorre com a terra
recairá sobre os filhos da terra.
Há uma ligação em tudo."

Chefe Seattle (1854)
Tribo Indígena Norte-Americana


No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo
indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras,
oferecendo em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva".
Abaixo, na íntegra, a resposta do Chefe Seattle, distribuído pela ONU,
considerado, um dos mais belos e profundos pronunciamentos
já feitos em defesa do meio ambiente.

Como é que se pode comprar e vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Senão possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mão do homem vermelho. Somos partes da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem a mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que a cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra para ele , tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos dos seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura do seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Tratam sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiro ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, o ar compartilha seu espírito com toda vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores do prado.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais em breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avôs. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se o homem cospe no solo, está cuspindo em si mesmo.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Nenhuma folha seca cai sem que tenha conseqüências eternas. Há uma ligação em tudo.

O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem , como desejam possuir a nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua aparição, vocês brilharam intensamente, iluminados pela força de Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.

sábado, 5 de abril de 2008

Solução

Solução

Sinto-me mal pode não existir dor igual
Um vazio profundo me trancando em meu mundo
Falta algo em mim o que pode ser tão importante assim?
Uma agonia sem fim tomando parte de minha mente
Não sei o que meu coração sente
Saudades?

Memórias?
Qual e a minha historia?
Não sei explicar, mas vou falar
Tem algo que me faz seguir em frente
Mantendo-me contente
Que me faz lutar para que um dia o que me falta encontrar
São pessoas e essas pessoas irei sempre amar

João Antonio dos Reis

segunda-feira, 3 de março de 2008

Petra


Os primeiros sinais de presença humana em Petra que em grego significa pedra datam do século 8º a.C. O primeiro povo a habitar o local, onde ainda não existia Petra, foram os edomitas. A área era conhecida como Edom. Esta palavra quer dizer vermelho obviamente, uma alusão ao cenário dessa região desértica.


Os edomitas, que sabiam trabalhar bem com tecidos e cerâmica, controlavam as rotas comerciais que passavam pela área. No entanto essa via ainda não era tão importante como viria a se tornar alguns séculos mais tarde.


Por volta do século 6º a.C, os nabateus começaram a chegar a Petra. Eles integravam uma tribo árabe nômade e expulsaram aos poucos os edomitas da região.
A partir do ano 312 a.C, os nabateus assumiram o controle da área, e Petra começou a florescer.

Nesse período, a rota comercial entre a Arábia, o Egito e a região da Síria passava pela terra dos nabateus, e Petra se converteu na principal cidade desse povo e num grande centro do comércio de especiarias.

Outras cidades importantes para os nabateus eram Philadelphia e Gerasa --atuais Amã e Jerash, a 50 km da capital. Os nabateus esculpiram seus monumentos sob forte influência egípcia e grega e, posteriormente, romana e bizantina, o que retrata o caráter cosmopolita desse povo.

Como havia pouca vegetação na região para extrair madeira, era mais prático para os nabateus cavar as suas casas e templos em vez de construí-los, tornando esse povo um dos mais hábeis nesse tipo de arte em toda a história do mundo.

Os nabateus também foram um dos pioneiros no desenvolvimento de sistemas hidráulicos e desenvolveram métodos de conservação de água para que a população não sofresse com os meses de seca que atingem a região até hoje. Não há nenhuma fonte grande de água nos arredores de Petra.

Ao longo do século 1º a.C, os nabateus foram conquistados por Roma, e Petra se tornou capital de uma Província do Império Romano. Nessa época, a cidade continuou vivendo um período glorioso, como fica claro no seu anfiteatro romano, esculpido inteiramente em pedra. A população ultrapassou os 30 mil habitantes.

Mais tarde, sob o comando do Império Bizantino e com a influência da Igreja Ortodoxa, alguns monumentos tiveram a face alterada, especialmente o maior de todos, o monastério Jabal al Deir, que tem a fisionomia das construções bizantinas, assim como a igreja, localizada ao lado do Grande Templo, e que só foi descoberta em escavações recentes.

Com a emergência de novas rotas comerciais, Petra entrou em decadência a partir do século 3º. E, três séculos mais tarde, sofreu um grande golpe com a chegada e a dominação do islã. A partir daí, Petra ficou esquecida no meio do que hoje é a Jordânia por muitos séculos, visitada e habitada apenas por beduínos


Sua descoberta ocorreu em 1812 graças ao explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt.

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Folha de S.Paulo

Caverna do Curupira

Caverna do Curupira

É considerada uma das mais belas da região de Rosário Oeste. Suas águas são cristalinas, abrigam espécies de peixes albinos e formações fantásticas de estalactites e estalagmites.

Pouco explorada ela é considerada um sítio arqueológico de onde pesquisadores do estado de Mato Grosso já retiraram a ossada de um tatu gigante, que teria o tamanho de um Fusca. É ideal para pesquisas científicas, estudos arqueológicos, paleontólogos, espeleológicos , turismo histórico e de aventuras.


Existem duas formas de acesso ao primeiro de seus vários salões alagados, Uma delas é pela base da caverna através de mergulho, e a outra, por descida com corda em escalada, do topo da caverna por cerca de 150 metros de precipício.

A gruta que dá acesso ao interior do local por seu topo tem uma formação de estalagmite que lembra a imagem de Nossa Senhora, além de abrigar morcegos e outras espécies de mamíferos. Não é recomendada a visita ao local sem acompanhamento de profissionais.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008


Enormes cristais naturais são encontrados em cavernas no México

Alcançando comprimentos maiores que 6 metros, os cristais claros e facetados são de Selenita, uma forma cristalina do mineral gipso. A Selenita é forma incolor, transparente e cristalizada do gipso. Sua composição química é CaSO4.2H2O (Sulfato hidratado de cálcio).

Selenita - Wikipédia

cristal

"Andar em qualquer uma das cavernas é como pisar em um geodo gigantesco, " disse Richard D. Fisher, um consultor americano da companhia de mineração, contratado para desenvolver as descobertas como atração turística. Fisher disse que a maioria das pessoas podem resistir somente alguns minutos nas cavernas devido suas altas temperaturas. A menor das duas, com tamanho próximo ao de um apartamento de dois quartos, apresenta temperatura de 37º a 38ºC (100º F). A caverna maior, que de acordo com Fisher, possue o tamanho de uma catedral, apresenta uma temperatura de 65ºC (150º F). As cavernas estão localizadas aproximadamente a 1200 pés (365,76m) de profundidade.

Segundo Fisher, a companhia de mineração está planejando dotar as cavernas de um sistema adequado de ventilação antes de abri-las a visitação pública no próximo ano. O consultor acha que a redução gradual da temperatura não irá prejudicar os cristais.

Os maiores cristais inicialmente descobertos, foram encontrados nas proximidades da caverna das Espadas, que faz parte do mesmo sistema da mina. Alguns destes cristais estão agora em exposição no Smithsonian Institution. Segundo Fisher, o governo local e os proprietários da mina pretendem evitar a remoção de qualquer um dos cristais descobertos para museus ou coleções privadas.

De acordo com o Consultor, enquanto a companhia de mineração está limitando a visita das cavernas para os especialistas, caçadores de minerais destruíram os lacres das cavernas e fizeram estragos duas vezes maiores desde que elas foram descobertas pelos equipamentos mineiros em abril último. Um homem morreu quando tentou retirar um cristal gigante da caverna. O cristal desprendeu-se do teto, esmagando-o.

" Necessitamos mais proteção nas cavernas da mina, " disse a geóloga Carol A. Hill, co-autora do livro Cave Minerals of the World, que assim se expressou sobre as novas descobertas "de longe, os maiores cristais de Selenita de que já ouvi falar"

Hill, aplaudiu o plano de turismo. " Sem ele, provavelmente a companhia de mineração destruiria as cavernas". Disse ela. Os museus, já possuem muitos cristais, " disse." É importante preservar as descobertas onde elas ocorrem. "

Fisher e os responsáveis pela mina vão mostrar fotografias e pequenos exemplos de cristais da nova caverna na exposição Tuscon Gems & Mineral Show no Arizona

Fonte: Discovery Channel

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Poema das Mãos


MÃOS QUE APONTAM CAMINHOS

MÃOS QUE SE UNEM NUMA PRECE

MÃOS DE CARÍCIAS, DE CARINHO

MÃOS QUE MATAM E DESTROEM

MÃOS QUE OFERECEM ROSAS

MÃOS QUE ATIRAM ESPINHOS

MÃOS SOFRIDAS, MÃOS CALOSAS

MÃOS QUE ACENAM NAS DESPEDIDAS

MÃOS DOS MENDIGOS ESTENDIDAS

MÃOS QUE ABENÇOAM

MÃOS DE ANÉIS RELUZENTES

MÃOS QUE PERDOAM

MÃOS QUE PROCURAM OUTRAS MÃOS

AS TUAS MÃOS... AUSENTES

Airton Evangelista da Costa

sábado, 5 de janeiro de 2008

Dia de Reis

Dia de Reis. Você sabe o que é isso?

Dia de Reis Magos, Festa de Reis ou, mais tecnicamente, Epifania. Mas, o que exatamente significa essa data e a celebração ligada à ela? "É o dia em que Jesus se manifesta para outros povos", explica o professor de Teologia da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) José Roberto Develar.

Diz a tradição que foi nesse dia que os Reis Magos viram a Estrela de Belém no céu e foram ao encontro de Jesus que havia nascido há pouco. Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém, no tempo do Rei Herodes, os Magos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando: "Onde está o Rei dos Judeus, recém-nascido? Vimos sua estrela e viemos adorá-lo".

"Porém, um Deus ser de todo mundo não era admissível para o povo de Israel", conta Develar. Os judeus almejavam um Deus nacional, que fosse apenas deles, e não alguém como Jesus, que vinha para unir todos os povos e crenças, afirma o teólogo.

A designação "Mago" era dada, entre os orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os presentes ofertados ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra, isto é, prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.

"A Bíblia não diz Reis, ela coloca como os `Magos vindos do Oriente, e também não diz três, mas como Jesus recebeu três presentes, criou-se a tradição de falar que são três pessoas, cada uma dando um presente", desmistifica o professor.

Segundo a tradição, um era negro (africano), o outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época. Quanto aos nomes dos três, o professor explica que tudo são suposições sem base histórica ou bíblica. Foi Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 e 735 d.C., quem deu nome aos magos: Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar.

Dia de Reis pelo mundo

"Essa festa se tornou uma grande celebração, por exemplo na igreja ortodoxa, tanto católica quanto russa. A Festa de Reis é celebrada com mais solenidade inclusive que o Natal", conta Develar.

Tanto é verdade, que em determinados países você ganha presentes no dia 6 de janeiro. Na Espanha, a data é chamada de Festa de Reis. Na Itália eles chamam a festa da "Befana". O professor explica que befana seria uma velha bruxinha boa que dá presente para as crianças. "É uma imagem bonita, porque tira aquela idéia da velha bruxa má que pega as crianças. No Natal, você sente, principalmente na Itália, a valorização do idoso", aponta. Essa tradição é seguida até hoje na Itália: ninguém recebe presente no dia 25 de dezembro e, sim, no dia 6 de janeiro. Na Europa inteira é feriado no Dia de Reis.

Segundo Develar, existem determinados presépios espalhados pela Europa nos quais os Magos são colocados apenas no dia 6 de janeiro, representando a real chegada à manjedoura. "E o menino Jesus, ao invés de estar deitado, é trocado por uma imagem de menino maior, e que está sentado no colo da mãe", conta o professor da PUC-Rio.

José Roberto acredita que nesses países você curte mais a festa de Natal. "O período do Natal vai até o batismo de Jesus, é um tempo maior. Mas hoje, com a pressa do mundo, para nós, brasileiros, no dia 1º de janeiro já é Carnaval".

Na Europa, as grandes compras são depois do dia 1º de janeiro, porque os presentes são dados apenas no dia 6. "O Brasil segue mais o calendário americano. Dessa forma poderíamos dizer que muito do sentido religioso se paganizou. É como se fosse uma festa de aniversário sem o aniversariante presente, um casamento sem a noiva. O personagem principal não está", desabafa Develar.

Além das comemorações descritas acima, é hoje que as decorações natalinas são desfeitas. Os enfeites são tirados das árvores, as guirlandas retiradas das portas, os presépios desmontados. Tudo é embalado cuidadosamente pelas famílias à espera do próximo Natal.


Reisado no Brasil

Apesar de a maioria dos brasileiros não estar tão ligada quanto os europeus à Festa de Reis, inúmeras comunidades, principalmente no interior do Brasil, promovem os chamados Reisados, festas folclóricas que receberam a influência das origens européias da celebração mas que adotaram formas, cores e significados locais bastantes próprios de nosso povo na expressão que virou parte de nossa cultura.

Os Reisados brasileiros envolvem música, dança, celebração religiosa, orações, com elementos específicos mais marcantes dependendo da região do país, e acrescenta a tradição de que aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (na realidade, o simbolismo representa a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer graciosamente comida a seus integrantes, que realizam toda sua performance de tradição folclórico-religiosa local, enaltecem o hospedeiro, agradecem pela comida e seguem para o próximo destino.

Mas, afinal, que estranha estrela seria essa que guiou os Reis Magos?

No final do ano de 1572, o astrônomo dinamarquês Tycho-Brahe descobriu uma estrela muito brilhante na constelação de Cassiopéia. Na verdade, o seu brilho era tanto que o novo astro pode ser visto mesmo à luz do dia, durante quase 20 meses. Mais tarde, esse fenômeno seria batizado de nova e supernova, denominações usadas em Astronomia para designar as estrelas que explodem, aumentando assustadoramente de brilho, e depois de algum tempo quase desaparecem do firmamento.

Contemporâneos de Tycho-Brahe viram no astro a mesma estrela que teria guiado os Magos, enquanto outros afirmavam que o fenômeno anunciava a chegada de um segundo Salvador. Astrônomos encontraram ocorrências de novas na primavera do ano 5 a.C., ano que não está em contradição com o provável nascimento de Jesus, que, segundo os teólogos, deve ter ocorrido entre os anos 5 e 7 a.C. e não no ano 1, como é comum imaginar. A hipótese da nova, ou supernova, encontra adeptos até os dias atuais.

cometa Halley

supernova

conjugação planetária

Outra versão proposta pelo filósofo grego Orígenes (que viveu de 183 a 254 d.C.) supõe que o agora conhecido cometa Halley teria sido o astro visto pelos Magos. No entanto, dados apurados junto a registros dos chineses, observadores atentos dos astros celestes, indicam que a possibilidade de o cometa de Halley ser a Estrela de Belém representaria uma diferença de mais de 11 anos em relação à suposta data de nascimento de Jesus.

Alguns acreditam que a visão da estrela pode ter sido conseqüência de uma conjugação planetária. Este fenômeno ocorre quando dois planetas se movem e ficam próximos um do outro. O resultado visível desse movimento pode ser uma luz intensa. No entanto, os Magos, porque eram sábios, não deveriam deixar-se enganar por esse fenômeno.

Atualmente, ainda não existe nenhum consenso. O astrônomo britânico Patrick Moore, avança mais uma hipótese para o ocorrido. Segundo ele, a luz intensa vista naquelas localidades do Oriente não passou de uma chuva de meteoros.

A curiosidade relativa ao fenômeno que os Magos terão visto é tal ao ponto de até na Internet se discutir o que realmente aconteceu: em www.bethlehemstar.net (site em inglês), as informações e as teorias são exaustivas.

Dia de Reis


O Dia de Reis, segundo a tradição católica, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "uns magos" que, segundo o hagiológio foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro.

Histórico

A data marca, para os católicos, o dia para a adoração aos Reis, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalinos - sendo o dia em que são desarmados os presépios.


Aprenda a fazer o Bolo de Reis

Bolo de reis

terça-feira, 1 de janeiro de 2008


Salve Jorge

Jorge sentou praça
Na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
Sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas
E as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo um pensamento
Eles possam ter para me fazerem mal
Porque eu estou vestido com as roupas
E as armas de Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Armas de fogo
O meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem
Sem o meu corpo amarrar
Porque eu estou vestido com as roupas
E as armas de Jorge


Salve Jorge

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007



O Zen-Budismo

convida você a assumir a sua loucura.

E transcendê-la.

A língua é o órgão menos adequado para expressar o significado do Zen. A barriga talvez seja mais apropriada. Alguns povos orientais, quando visitados pela primeira vez por um grupo de cientistas dos E.U.A. e sabendo que os norte-americanos pensavam com a cabeça, puseram-se logo a achar que eles eram loucos. E se explicaram: "É que nós, orientais, pensamos com o abdômen". As pessoas na China e no Japão, quando notam que alguém está com algum problema difícil, costumam dizer: "Pergunte à sua barriga, ela sabe a resposta".

Zen não escapa desta regra. Tentar compreender o Zen-Budismo intelectualmente é perder para sempre o seu significado. O intelecto serve a vários propósitos na vida diária, não há dúvida de que se trata de uma coisa utilíssima. Mas não resolve o problema crucial com que todos nós, cedo ou tarde, esbarramos em nossas vidas: o problema da vida e da morte, que diz respeito ao verdadeiro sentido da vida. Quem sou eu? Onde estão meu principio e fim no tempo e no espaço? Onde estava eu antes que meus pais nascerem? Para onde que vou depois que morrer?

Quando enfrentamos esse problema, o intelecto precisa confessar sua incapacidade de lidar com ele. O beco sem saída a que somos conduzidos não pode ser ultrapassado por uma manobra intelectual ou por um artifício da lógica. É necessária a totalidade do nosso ser. E é neste momento que o Zen surge como uma possibilidade, um caminho em direção á resposta do problema.

Portanto, tentar conhecer o Budismo Zen com o objetivo de ampliar nossa cultura geral é uma tolice semelhante a pedir a alguém que beba água em nosso lugar e esperar que a sede passe: o que nos descrevam o gosto de uma fruta ou a temperatura da água. Tudo isso depende da experiência pessoal, direta.

O Zen-Budismo é místico? Essa pergunta é muito freqüente, quando as pessoas ouvem falar do assunto pela primeira vez. O Misticismo é um ponto crucial, que faz com que os ocidentais falhem todas as vezes que tentam compreender a mente oriental. Por que o misticismo desafia a analise lógica, e esta é a característica fundamental do pensamento ocidental. O conceito ocidental de místico está sempre ligado ao fantástico, ao irracional, ao oculto. No oriente, misticismo não se refere a nada que não possa ser trazido para dentro da compreensão intelectual. Portanto, o Zen-Budismo é místico na medida em que o Sol brilha todas as manhãs, a lua surge todas as noites, e as flores deixam seu perfume na manga da nossa camisa, quando as tocamos de perto. Se isso é misticismo, então o Zen-Budismo é profundamente místico.

O Zen-Budismo é um sistema filosófico, intelectual? Não. O Zen-Budismo não é fundado na lógica ou na análise, é o contrário da lógica e do modo dualístico (ex. bom, mau - bonito, feio - vida, morte...) de pensar. Não existem no Zen, livros sagrados, dogmas ou quaisquer fórmulas através das quais se possa chegar ao seu significado. E o que o Zen-Budismo ensina? Nada. O Zen aponta o caminho, o resto é por nossa conta.

Zen é caótico, uma virtual negação de tudo, pelo menos se o virmos com a ótica racionalista da mente ocidental. Mas, por trás desta sucessão de negativas, o Zen-Budismo sustenta algo absolutamente positivo e eternamente afirmativo. Zen-Budismo é um estilo de vida e se propõe, por métodos práticos e diretos, a disciplinar a mente por si mesma, fazendo-a mergulhar em sua própria natureza. É um exercício que consiste em abrir o olho mental dos seus praticantes para que eles despertem do sono profundo da ignorância e vejam de perto a própria razão da existência. Só assim poderão contemplar o grande mistério que é representado diariamente.

O que é mente? É a verdadeira natureza de todos os seres, aquilo que existia antes que nossos pais tivessem nascido e antes do nosso próprio nascimento e que existe agora, imutável e eterna. Quando nascemos ela não é criada, e quando morremos ela não é destruída. Não tem nenhum tipo de distinção, nenhuma conotação de bom ou ruim. Não pode ser comparada a nada, e a chamamos Natureza de Buda. Muitos pensamentos surgem dela, como as ondas do oceano e as imagens num espelho. Quem deseja conhecer a própria mente deve, antes de tudo, olhar a própria fonte da qual surgem os pensamentos. O que é chamado Zazen não é mais do que olhar a natureza da mente. Aquele que conhece a própria mente é um Buda e livra-se para sempre dos sofrimentos que surgem da ignorância.

Este ensaio sobre o Zen-Budismo, com final do jornalista Marco Antônio Lacerda é baseado em 3 Obras sobre o assunto:
Zen Buddhism and Psychoanalysis,
Essays in Zen Buddhism e Misticism;
Christian and Buddhist,
todos de autoria de D.T. Suzuki

sábado, 1 de dezembro de 2007

A Qualidade da Indulgência

A mente do sábio não é inflexível

A sua mente é a mente do povo.

Sou bom para aqueles que são bons para mim

Para os que não são bons, também sou bom

Desta forma todos seremos bons.

Para os sinceros comigo, sou sincero

Para os insinceros, sou também sincero.

O sábio aparenta ser indeciso, pois sua mente

Permanece no estado de indiferença.

Todas as pessoas mantêm os olhos e ouvidos para

Ele dirigidos, e ele os trata como suas crianças.

Lao Tsé

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Flamboyant

Flamboyant


Poesia - Carmen Lúcia Carvalho de Souza

Fotos – Antonio Siqueira

*Simplesmente ele veio,
Instalou-se em meu ser,
invadiu,tomou posse,
se tornou hospedeiro,
de meu corpo inteiro...

*O horizonte se abriu,
libertando as cores,
explodindo os temores,
eclodindo os ardores,
implodindo os valores.


*Nem dei conta do tempo,
fui deixando passar,
"Qual seria a estação?"
Me perdi nos caminhos,
Me encontrei na paixão!

*Num cenário irreal,
O mesmo Flamboyant,
Mudou várias roupagens...
Se floriu sorrateiro,
Se tingiu de vermelho,
De laranja altaneiro,
Parecia sorrir....


*Escancarei a vida,
Abri todas janelas,
Soprei minhas feridas,
Me despi dos pudores,
Quis viver...Fui feliz!!!


*De repente...Que frio,
sensação de vazio,
percebi que era inverno...
Em qual parte do mundo?
Talvez dentro de mim...

* Vi a porta entreaberta,
as pegadas de alerta,
e lá fora,caídas,
desabadas,sem vida,

as folhas do Flamboyant...
Que sombrio,envergado,
Solitário,solidário,
Lamentava a partida,
o prenúncio do fim.


domingo, 18 de novembro de 2007

Clube da Esquina


http://www.museuclubedaesquina.org.br

Histórias do clube da esquina

Márcio Borges










Em 1963 Milton Nascimento tinha acabado de chegar em Belo Horizonte, vindo de Três Pontas, interior de Minas Gerais, onde tocava na banda W’s Boys com o pianista Wagner Tiso. Esse rapaz “magro, negro, com mãos grandes”, de vinte e seis anos, foi morar no quarto andar da pensão de dona Benvinda, no edifício Levy, um prédio "feio, pesado e quadradão" que ficava na cinzenta avenida Amazonas com a rua Curitiba, bem no centro da capital mineira.
Bituca, como era conhecido, foi trabalhar como datilógrafo no escritório das centrais Elétricas Furnas, no 22° andar de um arranha céu na famosa praça Sete. Em outro apartamento do Levy, no 17°, viviam os irmãos Borges, doze ao todo. No começo, Milton se enturmou com o mais velho deles, Marilton, com quem foi tocar no grupo Evolussamba. Logo, estaria fazendo amizade com Márcio e com o pequeno Lô, de apenas dez anos de idade. Além de Wagner Tiso, também moravam no Levy, o ator Jonas Bloch, o escritor Julio Gomide e o psicanalista Chaim Katz.


Os ensaios do Evolussamba, eram sempre no quarto dos Borges, em noites regadas com muita batida de limão. Márcio tornou-se o letrista das primeiras composições de Milton: Novena, Gira Girou e Crença, escritas em 1964. Enquanto isso, Lô estudava harmonia com o guitarrista Toninho Horta e devorava discos dos Beatles com outro menino, Beto Guedes. Juntos os dois montaram a banda The Beavers, inspirada nos Beatles. Essa nova safra de músicos mineiros não parava de crescer, Flávio Venturini, Tavinho Moura e Ronaldo Bastos logo se incorporaram ao grupo.


Certa vez, Bituca e o cineasta Sérvulo Siqueira caminhavam pelo centro de BH, e assim que pegaram um ônibus se encontraram com Fernando Brant que foi apresentado à Milton. Os dois desceram em um bar, tomaram duas cervejas e dividiram um ovo cozido para inaugurar a amizade. Sérvulo havia sido chamado por Milton para colocar a letra em um tema que acabara de compor, o futuro cineasta, com dezessete anos na época, não deu muita atenção ao pedido do amigo, então ele a ofereceu para Brant que nunca havia feito nenhuma música. O resultado da primeira parceria entre os dois foi “Travessia”. A inspiração dessa turma permaneceu e ficou conhecida em todo o mundo.













No livro "Os sonhos Não Envelhecem -Histórias do Clube da Esquina", Márcio Borges conta a história desse movimento que transformaria o panorama da MPB nos anos sessenta. Paralelamente à Tropicália, o “Clube” conseguiu unir a Bossa Nova, as novas sonoridades trazidas pelo rock britânico dos Beatles e a arte barroca de Minas Gerais.









Mas o Clube da Esquina, nada mais é do que um simples meio fio entre as ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza, lugar para onde a família Borges se mudou no final dos anos sessenta. Esse nome foi idéia de Márcio que, sempre ao ouvir a mãe, Dona Maria, perguntar por onde andavam os meninos Borges, dizia: "Claro que lá na esquina, cantando e tocando violão". O “clube”, foi mitificado na música de Milton, Lô e Márcio Borges - Noite chegou outra vez/ de novo na esquina os homens estão/ todos se acham mortais/ dividem a noite, a lua, até solidão... , tornada hino de toda uma geração. Essa obra reúne 20 anos da história do Brasil, desde o golpe militar até 1984, com a queda do militarismo e a eleição de Tancredo Neves.



“Os Sonhos Não Envelhecem”, procura mostrar a formação desse movimento sem nenhum manifesto, mineiramente sorrateiro, sem começo e sem fim, que se unia em torno da música, política, amizade, uma “cachacinha das boas” e da figura de Milton Nascimento. Nas letras estavam presentes a fé na vida e a utopia, assim como a presença do povo nas ruas, que ganham conotação representativa e surgem com um meio de sociabilidade, onde os movimentos estudantis e sociais ganhavam espaço.









Em 1972, foi lançado o álbum duplo "Clube da Esquina", reunindo toda a turma: Milton, Lô, Beto, Wagner Tiso, Toninho Horta, Tavinho Moura e Ronaldo Bastos. O Clube expandiu suas fronteiras, alcançou sucesso nacional e internacional. Bituca, já não era mais um músico da noite e datilógrafo da Furnas, começava a ser o mito Milton Nascimento.










Quando o guitarrista americano
Pat Metheny quis conhecer a sede do famoso "Clube". Mesmo com a explicação de que o clube, enquanto espaço físico de fato não existia, o guitarrista não acreditou e só sossegou quando foi levado até a famosa esquina. O mesmo fato se deu com o tecladista Lyle Mays, que ficou um tanto decepcionado ao avistar a "sede" do clube.
Márcio Borges também relata a história dos principais personagens ligados ao movimento, como a gaúcha Elis Regina, o carioca Gonzaguinha, o norte-americanoWayne Shorter, e o percusionista Naná Vasconcellos, que chegava em BH e ia direto para o bairro, atrás da esquina que inspirava tantas criações.

Em uma entrevista para uma tese de mestrado de Luiz Otávio Corrêa em Ciências Sociais, na PUC-Minas, Fernando Brant, declarou que ele e seus parceiros não pensam no “Clube” como um movimento, mesmo porque nada foi formalizado. “Se o Clube é um movimento, ele está em processo”, destacou ele. Para Brant, a denominação de movimento é criação da mídia, que prefere rotular as coisas porque fica mais fácil.


Maria Fragoso Borges nasceu em Belo Horizonte (MG), no dia 4 de abril de 1920. É conhecida carinhosamente como dona Maricota e é a progenitora do clã Borges. Filha de Carlos Joaquim Fragoso, major da Polícia Militar, e de Raimunda da Conceição Fragoso, costureira, cresceu entre os bairros de Santa Teresa e Santa Efigênia. Sua iniciação musical deu-se com aulas de canto que freqüentava na Escola Normal Modelo. Posteriormente, aprendeu e dedicou-se a tocar piano. Casou-se com Salomão Magalhães Borges e teve 11 filhos. Já casada, formou-se como professora primária, numa época em que teve que conciliar a sua rotina familiar com os estudos. Fundou, então, uma escola em sua casa de Santa Teresa, época em que se mudou com a família para o Edifício Levy. Além do estímulo ao aprendizado de música e do apoio maternal aos filhos e amigos dos filhos, sua grande contribuição ao Clube da Esquina foi a própria criação desse nome. "Clube da Esquina" era uma forma pejorativa que ela usava para nomear a esquina em que seus filhos adolescentes se reuniam com os amigos para brincar, tocar e cantar. Dona Maricota participou da gravação do disco Os Borges, ao lado de toda a sua família. Ainda hoje mora em Belo Horizonte.



quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Rock



O papa não e pop



"O rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo."

Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI


Rock!

Stairway To Heaven seria uma escada para o Céu?

Stairway to Heaven é uma música muito popular, do grupo inglês Led Zeppelin, uma espécie de folk até os três minutos, uma balada dos quatro até cinco minutos e pesada a partir dos seis. Tocada nas rádios até os dias de hoje. Sua primeira gravação foi em 1970.

Alguns religiosos consideram que a letra seja um hino pagão ou satânico. Robert Plant (que escreveu a letra) disse que a música era sobre esperança, embora ele não soubesse o que queria dizer quando a escreveu a letra pois se lembra apenas das frases vindo à sua cabeça.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Robert Anthony Plant

Nasceu em 20 de agosto de 1948 em Bromwich, Staffordshire, Inglaterra. Filho de um contabilista. O interesse musical de Robert Plant vem desde muito pequeno. Sempre foi interessado por blues, que ouvia fechado em seu quarto. Os primeiros cantores que Plant ouviu foram Otis Rush, Robert Jackson, Bukka White, Memphis Minnie, Skip James e Buddy Guy e Elvis Presley, que ele costumava imitar. Foi a partir dessas influências que Plant desenvolveu seu modo de cantar. Logo ele conseguiu um estilo próprio. Aos 15 anos, Plant já se apresentava em pubs e clubes folks. Aos 16 anos sai de casa e começa a cantar em várias bandas, mudando de uma para outra com uma enorme rapidez. Foi com essas mudanças que aprendeu a tocar profissionalmente. Aos 18 anos, Plant gravou 2 singles para a CBS, que chegaram a entrar no Top 20 de Birmingham. Logo depois ele entra para a Band Of Joy, grupo no qual ficou pouco tempo, mas que foi muito importante para que encontrasse seu estilo de cantar. As inspirações de Plant para escrever músicas surgiu de suas viagens com Jimmy Page. Plant estava bastante deprimido quando escreveu os primeiros versos de "Stairway To Heaven". Outra que teve inspiração especial foi "Ramble On",inspirada no livro O Senhor Dos Anéis, de J. R. Tolkien.




Rock e Religião


Os adeptos do Rock consideram a canção "Stairway to Heaven", do conjunto Led Zeppelein, como o hino do Rock. Curiosamente ela é uma canção que principia muito lânguida, parecendo uma "complainte" medieval, com sons de queixume, um tanto melancólica. À medida que vai prosseguindo, ela vai tendo seu ritmo cada vez mais acentuado até atingir, no final, o ritmo frenético típico das canções de Rock. Desse modo ela resume, em sua execução, todo o caminho da história do Rock: do início sentimental até o ritmo alucinante e frenético.

Entretanto, não é só por ser uma síntese dos ritmos do Rock que essa canção é importante. Ela tem, de fato, um fascínio particular, que se diria mágico. Ela como que gruda na memória de quem a ouve, com um poder estranho.

Já as gravuras do álbum de apresentação são curiosas. Num quadro dependurado numa velha parede de reboco deteriorado, aparece um velho curvado sob o peso de um grande feixe de lenha amarrado às suas costas. Uma segunda gravura mostra uma aldeia ao longe e uma montanha pela qual sobe, rastejando, um homem em direção ao pico, onde se levanta uma figura fantasmagórica: uma espécie de monge de túnica e capuz, tendo numa das mãos um bordão, e na outra uma lanterna onde, em lugar da chama, brilha uma estrela hexagonal. Ele olha para baixo, em direção ao homem que sobe a vertente pedregosa, fascinado pelo brilho da estrela.

Ora, essa estrela hexagonal é a estrela alquímica, o hexagrama cósmico, o selo de Salomão, a estrela dos magos. Ela é formada por dois triângulos superpostos, indicando a união do divino e do humano, o abismo superior e o abismo inferior. O triângulo com vértice para baixo representa nos três ângulos os minerais, vegetais e animais; o triângulo de vértice para o alto, em seus ângulos, simboliza o rocio ou a chuva, o mar e a terra. Este hexagrama cósmico é cercado normalmente pelos símbolos dos metais e planetas e pela serpente ourobouros que come a própria cauda. Esse hexagrama cósmico aparece na Aurea Catena Homeri, famosa obra alquímica. (Cfe. Ronald B Gray, Goethe, The Alchimimist - Cambridge - University Press, Prancha I e Fulcanelli, Le Mystère des Cathédrales, Jean Jaques Pauvert, Paris, 1964, pag. 66)

A letra da canção vem estampada em caracteres góticos, e uma pequena gravura mostra um homem lendo, atento, um velho livro com fechos de metal. Conforme conta Luc Adrian no Artigo Hard-Rock, La Danza del Diablo (Jesus Cristus No. 26 - março/abril 1993 - pag. 8) num estojo do disco Stairway to Heaven havia a seguinte frase: "Pela audição do disco, os jovens estão sob um encantamento, são dominados, dirigidos por forças ocultas, demônios. Isto pode levar à possessão demoníaca".


"Há uma Dama que tem certeza de que tudo
o que brilha é ouro.
E ela está comprando uma escada para o céu.
E quando ela chegar lá, ela sabe
que se as esferas (compartimentos) estiverem
fechadas,
Com uma palavra ela pode obter aquilo que veio
procurar.
Há um sinal na parede,
Mas ela quer estar certa,
porque, você sabe, muitas vezes as palavras têm
dois sentidos.
Numa árvore à beira do riacho há um pássaro
cantor que, por vezes, canta
Todos os nossos pensamentos estão enganados.
Há um sentimento que me domina quando eu
olho para o oeste,
E meu espírito está gritando para partir.
Em meus pensamentos eu tenho visto anéis de fumaça através das árvores.
E as vozes daqueles que estão de pé, olhando
E é sussurrado que logo, se todo nós
evocarmos a canção
então, o tocador de flauta nos conduzirá à razão
E um novo dia cairá para aqueles
que há tempos esperam
E as florestas ecoaram com risos
E isto me faz desejoso...
Se algo se mexer em seu canteiro
não se assuste
É apenas uma nascente límpida para a Rainha de Maio.
Sim, há dois caminhos que você pode seguir
mas na longa caminhada
há sempre tempo para deixar a estrada que você está percorrendo
Sua cabeça está zumbindo e o zumbido não quer passar - caso você não saiba -
é o apelo do flautista que está chamando para ir juntar-se a ele.
Cara dama, pode você ouvir o vento soprar
e você sabe
que sua escada se apóia no murmurante vento
E como o vento ao longo da estrada,
Nossas sombras vão ficando menores que nossa alma
Aí caminha a dama que todos conhecemos
que brilha com luz branca e quer mostrar
como todas as coisas ainda se transformam em ouro
E se você ouvir muito atentamente
o canto finalmente chegará até você
Quando todos são um e um é o tudo
para ser uma rocha e não rolar".

Estranha canção! Que significa essa letra misteriosa? É claro que poucos a entendem. Aqui e ali um verso deixa entrever algo. Apenas o suficiente para despertar curiosidade. Apenas o suficiente para perceber que nela há algo oculto. Algo que imediatamente se esconde nas brumas mais espessas do verso seguinte, ainda mais misterioso. Essa canção é como um véu que vela e revela. Ela clama por ser decifrada. Evidentemente, os que percebem que nela há algo misteriosamente oculto procurarão escalar sua montanha de mistério, onde no alto, alguém, ainda mais misterioso, faz brilhar um lanterna na noite...

Quem é essa dama de que fala a canção?

Dela se diz que quer comprar uma escada para o céu. Ela julga que tudo que reluz é ouro. Sua escada se apoia no vento. Diz-se ainda que todos a conhecemos e que ela quer demonstrar que é possível ainda mudar tudo em ouro.

Ora, a pretensão de transformar tudo em ouro é o sonho da Alquimia, ciência esotérica, fundada numa concepção gnóstica do mundo. Para a alquimia, todas as coisas teriam como substância fundamental e primeira o ouro. Por isso, tudo que existe tem um certo brilho. Até o carvão pode se transformar em luz ou em diamante brilhante. As matérias mais opacas podem, por atrito, começar a brilhar.

Para a Alquimia, contudo, o verdadeiro fruto da arte real não é a de transformar chumbo em ouro, mas sim de transforma o alquimista em Deus. O ouro que se supunha existir, como elemento fundamental de todas as coisas, era apenas símbolo do pneuma divino - de centelha divina - que jazia aprisionado no âmago de todo o ser. Mais que transformar tudo em ouro, seria preciso transformar tudo em Deus, libertando as centelhas divinas do cárcere da matéria, da razão e da moral.

Ora, a Alquimia era representada na Idade Média, por uma mulher segurando uma escada de nove degraus, que repousava sobre o solo, e no alto se apoiava em nada, isto é, atingia as nuvens tocadas pelo vento.

Essa representação da Alquimia pode ser vista esculpida no portal da catedral de Notre Dame, em Paris. A mais importante obra alquímica de nosso tempo - Le Mystère des Cathédrales -, de Fulcanelli, apresenta uma reprodução desse relevo. (Fulcanelli, Le Mystère des Cathedrales, ed. J. P. Pouvert, Paris, 1964 pag. 32-33 Pranche II) Logo após a apresentação da dama alquímica, se diz que ela está comprando uma escada para o céu, isto é, um meio para atingir a felicidade absoluta. Ela a adquire com suas forças, e a escada é um meio natural para alcançar a divindade. Está é a scala philosophorum, símbolo da paciência que devem ter os alquimistas ao longo das operações do trabalho hermético (cfe. Fulcanelli, op. cit., pag. 90). Explica-se a seguir que se os "stores" - os compartimentos, as esferas celestes, os ayon na linguagem gnóstica - estiverem fechados, ela, com uma palavra, poderia abri-los.

Ora, segundo vários mitos gnósticos, o deus criador - o deus do mal - teria prendido as partículas divinas no universo material, que seria guardado por um arconte, ou espírito diabólico. Quando o homem morre, seu espírito procura atravessar as esferas que circundam a terra, mas só conseguirá passar por elas, se conhecer a palavra mágica que as abre ou se souber usar o sinal que as marca. (Cfe. Hans Jonas, La Religion Gnostique, Flammarion - Paris, pag 63-64)

Entretanto, se o espírito se equivocar na palavra de passe ou na fórmula a usar, ele recairá na matéria, não atingindo o "céu", isto é, sua libertação e divinização, ele se reencarnará.

A canção alude, a seguir, a um pássaro numa árvore, o qual, por vezes, canta. Ora, no mesmo livro de Fulcanelli, se reproduz outro relevo dos portais de Notre Dame, de Paris, e que representa o alquimista junto a seu "laboratório". Aí se vê o alquimista sob a aparência de um velho apoiado num bordão, junto à caverna que representa o laboratório alquímico. A seus pés jorra a fonte "magnésia", de onde escorre o mercúrio necessário à obra alquímica. A essa fonte límpida que corre para a Rainha de Maio, é que faz menção um dos versos da canção. Numa árvore próxima, há um pássaro cantando, que, segundo alguns, representa a ave fênix, símbolo do espírito divino existente no fundo da alma humana.

Adverte ainda a canção que "todos os nossos pensamentos estão equivocados". De fato, para a gnose, a inteligência nos teria sido dada pelo deus do mal ao nos criar, para nos enganar. O demiurgo mau teria construído um mundo inteligível e nos teria feito inteligentes para que, compreendendo o mundo, o julgássemos bom, e já não quiséssemos sair dele. Por isso a inteligência sempre nos levaria ao erro. Depois, a canção afirma que, ao olhar para o oeste, isto é, para a direção em que morre o sol, a pessoa que canta fica dominada por um sentimento e seu espírito clama por deixar o corpo, isto é, para morrer. Porque, para a gnose e para a Alquimia a morte seria o único meio de o homem se libertar de seu corpo-cárcere.

E é preciso não esquecer que Oriente é um dos nomes que a Escritura dá a Cristo, e que, portanto, o Oeste é oposto a Cristo, isto é, o demônio e a morte.

E tudo isto deixa o cantor desejoso, maravilhado...

Fugiria do escopo deste trabalho fazer uma análise mais exaustiva dessa canção. Queremos apenas mostrar que ela, veladamente, propõe uma visão gnóstica do mundo. Por isto ela conclui dizendo que, ao final, nós todos seremos uma só coisa e que o "um" é o tudo. Quando então nos tornarmos o Um - o tudo - isto é, deus, então seremos "Rock" - fixos - e já não mais estaremos sujeitos à evolução. "To Be a Rock and not to roll ..."

O autor da letra da canção "Stairway to Heaven", Robert Plant, declarou: "as palavras (da canção) foram recebidas por mim instantaneamente, não mudei nenhuma. Estou orgulhoso delas. Penso que alguém me soprou essas palavras". (Cfe. Luc Adrian - art. cit. in Jesus Cristus No. 26 pag. 8) Há pois, no Rock and Roll, uma religião oculta, a gnose, que no fundo adora Satã.

Segundo alguns, essa mesma canção tocada em sentido inverso, permitiria ouvir frases satânicas, exatamente no trecho em que se diz que o espírito humano clama por partir, quando olha para o oeste, símbolo da morte. Nesse ponto, se ouvem as seguintes palavras: "I've got live for Satan". (Eu decidi viver para Satã)
Isto coloca o problema das mensagens subliminares ou secretas no Rock.

Para citar este texto:

Fedeli, Orlando - "Rock: revolução e satanismo"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=arte&artigo=rock=bra




sábado, 10 de novembro de 2007

Siriri




Siriri

Fotos - Simone R.M.Reis

Siriri Dança do Estado do Mato Grosso o Siriri,Ciriri ou Siriá é uma dança com elementos africanos, espanhóis e portugueses .Segundo muitos Pesquisadores, o nome Siriri estaria relacionado ao crustáceo que era muito fácil de ser capturado o Siri. Outra possível relação ao nome Siriri é que seria devido a um inseto (a forma alada do cupim). DANÇA E MUSICA: A Dança possui várias configurações no contexto da execução: Exemplo de uma música:
  • Marrequinha da Lagoa
  • Tuiuiú do Pantaná
  • Marrequinha pega Peixe
  • Tuiuiú já vem tomá.
1. Siriri de Roda: Os participante são em número par pois dançam cada um com seu parceiro.



Os participantes tocam as mãos espalmadas do parceiro da esquerda depois da direita , em movimentos comuns e rápidos ,em um dos lados os tocadores tocam os instrumentos ,são os mesmos utilizados na dança do Carimbó,e cantam até a 2º estrofe e os dançarinos respondem cantando os dois últimos versos.


2. Siriri de Fileira : A fila de mulheres à frente da fila de homens ,com os pares batendo palmas.

3. Siriri Mamãe, olhe carneiro: Roda fechada ,os pares de mãos dadas .Começa com uma pessoa no centro da roda que tenta escapar ,cabe aos demais não permitir que isto ocorra,caso contrário quem permitiu a fulga assume o lugar dele.


4. Siriri de Galope: Quatro pares cada par num local diferente , que se cruzam com pulos diagonais pelas laterais.


5. Siriri boi tá brabo no curá: Roda simples com as mãos dadas no centro uma pessoa faz o papel de boi e tenta escapar ,mas é impedido pelos demais. A Apresentação da Dança acontece entre Julho e fim de Agosto, a convocação dos dançarinos é feita pela matraca,com lenços com chapéus.Os instrumentos musicais são: Violas de cocho,Ganzá(reco-reco),matraca e sanfona. A Coreografia é de rara beleza; segue, na essência, as mesmas linhas do Carimbó, porém com maiores e mais variadas evoluções.


A indumentária, basicamente, é a mesma do Carimbó, porém, mais rica: as saias das mulheres são de javanesa, com estamparia de folhas e flores,as blusas de várias cores ,flor no cabelo.Os homens calça cores diversas e camisa de manga arregaçada ,lenço no pescoço com chapéu ou não. Siriri (dança) Dança de pares com formação em círculo ou fileira. Na dança de roda a coreografia básica consiste em movimentar-se em círculo, batendo-se as mãos espalmadas nas mãos dos dançarinos que estão à direita e à esquerda. Enquanto gira a roda, os dançarinos vão respondendo aos tocadores, que conduzem o canto. Na dança em fila, a coreografia básica é


formada por duas fileiras dispostas frente a frente, damas de um lado e rapazes do outro (no caso da participação de ambos os sexos). Contudo, a despeito de não estarem dispostos em círculo, o mesmo processo de bater as mãos espalmadas acontece. Geralmente a dupla que está em uma das pontas da fila, sai dançando por entre a fileira, sendo seguida pelos demais membros até que todos retornem aos lugares de origem.


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